Seguros para automóveis podem ficar décadas na liderança do mercado

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Para o diretor estatuário da Porto Seguro, José Luiz Ferreira da Silva, o Seguro de Automóvel ainda permanecerá como ramo de destaque no mercado de seguros, tendo em vista aspectos culturais e poucas mudanças no cenário que envolve transportes públicos, mobilidade urbana e tecnologia automotiva.

O executivo foi o convidado da jornalista Cris Pappi na estreia de um novo formato de evento: a “Entrevista do Meio Dia”, lançada ontem (19/02), pela Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS). O encontro aconteceu na sede da entidade, em São Paulo.

Durante cerca de uma hora de entrevista, em modelo de talk show, José Luiz, que tem mais de 30 anos de carreira e 23 deles na Porto Seguro, abordou temas como desempenho da companhia no ano passado, perspectivas da empresa para 2014 e vendas online de seguros.

“Ao contrário da Alemanha, por exemplo, no Brasil vemos o carro como patrimônio e não apenas como meio de locomoção. Aqui os automóveis são mais caros do que em qualquer outro país e o comportamento usual é vermos pessoas que querem reparos com peças originais, repudiando as usadas”, analisa José Luiz.

É assim que, como bem seminovo para eventual revenda, os carros no Brasil precisam manter o valor e, nesse contexto, o seguro é um dos instrumentos que servem para proteger o veículo no trânsito cada vez mais caótico e perigoso. Alem disso, ajudando a preservar a relevância do Seguro de Automóvel nas próximas décadas, as pessoas continuam sem confiança em melhorias no transporte público, cujo uso ainda é reprovado pela maioria por denotar falta de status social.

“É muito difícil que os ônibus e as bicicletas, apesar do crescente investimento em soluções para melhoria da mobilidade urbana, possam substituir os veículos”, acrescenta José Luiz. “E, para completar, mesmo diante do avanço da tecnologia, que promete carros mais seguros e conduzidos por computador, tais novidades não devem ser implementadas no varejo antes de 2030, de modo que o Seguro de Auto vai ficar muito tempo como ramo de grande importância no mercado de seguros brasileiro”.

FONTE: CQCS/Pedro Duarte