Qual a diferença entre previdência social e previdência privada?

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Cada vez mais os brasileiros estão aderindo aos planos de previdência privada.

A previdência faz parte de um conjunto de sistemas e programas da Seguridade Social. No Brasil, existem dois tipos: a previdência social, ou pública, e a previdência privada, também conhecida como previdência complementar.

Todo brasileiro com carteira de trabalho assinada está vinculado a previdência social gerida pelo INSS. Já a previdência privada é oferecida por corretoras e bancos e é fiscalizada pela SUSEP ou pela PREVIC de acordo com a modalidade.

Mas afinal, quais são as principais diferenças entre a previdência social e a previdência privada? Aqui vão algumas delas.

 


Previdência Social

  • É pública, ou seja, é administrada pelo governo por meio do INSS.
  • Todo brasileiro que trabalha sob regime CLT é um segurado da previdência social.
  • Ampara aposentados ou trabalhadores em casos de doenças, acidentes ou gravidez.
  • Todos os contribuintes ajudam a fomentar a renda daqueles que irão se aposentar. É conhecido como regime de repartição simples.
  • teto da aposentadoria em 2017 é de R$5.578, salvo algumas exceções. Isso significa que mesmo que o seu salário tenha sido maior durante o tempo de trabalho, você não poderá receber um valor do que o teto durante sua aposentadoria.

 


Previdência Privada

  • É complementar, ou seja, visa garantir uma renda maior do que aquela garantida pelo INSS.
  • Pode ser utilizada também para realização de projetos de vida como investir em um negócio, pagar ensino superior para os filhos, entre outros.
  • Pode ser administrada por por instituições financeiras e corretoras.
  • A reserva é formada individualmente e o beneficiário pode escolher como quer receber o saldo acumulado.
  • Existem duas modalidades de previdência privada: a previdência complementar fechada e a previdência complementar aberta.

 


Previdência Complementar Fechada

É representada pelos fundos de pensão e são destinadas a profissionais ligados a empresas, sindicatos, associações e entidades de classe. Esses fundos são regulados pelo CNPC e fiscalizados pela PREVIC.

A contribuição se dá mensalmente com uma parcela do salário que é complementada pela empresa contratante. Em alguns casos, a contribuição é feita inteiramente pela empresa.

 


Previdência Complementar Aberta

São planos comercializados por seguradoras, corretoras e bancos, e são fiscalizados pela SUSEP. Os aportes são feitos pelo titular mês a mês e são cobradas taxas de carregamentos e de administração.

Qualquer pessoa pode adquirir um plano aberto. O principal diferencial é a sua liquidez, pois os depósitos podem ser resgatados durante a fase de acumulação.

Existem dois tipos de planos abertos:

  • PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre): o imposto de renda incide sobre o valor total a ser resgatado ou recebido em forma de renda, podendo atingir o máximo de 12%. É indicado para quem faz a declaração pelo modelo completo, podendo gerar uma economia tributária a curto prazo.
  • VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre): o imposto é pago somente sobre os rendimentos recebidos  longo do tempo. É indicado para quem pensa no benefício a longo prazo.

 


Vale a pena contratar um plano de previdência privada?

Se você está preocupado com as constantes mudanças na previdência social e com a insegurança de não ter o seu benefício garantido no futuro, é muito importante você começar a pesquisar por um plano privado que se encaixe ao seu perfil.

Leia nosso artigo com as 3 perguntas essenciais que você deve fazer para saber se a previdência privada realmente vale a pena. Fique por dentro das nossas publicações aqui no Blog SeguraltaAssine nossa Newsletter e receba mais conteúdo sobre esse assunto.